Tratamento de Diabetes, AVE, Asma, Inflamações, Infarto, Angina,Cicatrização, Sistema Vascular Periférico, através do Laser
ATENDIMENTOS ATRAVÉS DE PRÉVIO AGENDAMENTO PELO E-MAIL
A
terapia ILIB pode ser utilizada no tratamento das seguintes afecções dentre
outras:
1) Doenças do sistema respiratório (
Asma, alterações desencadeadas pelo
fumo).
2) Diabetes e sua complicações
3) Doenças inflamatórias
4) Doenças Cardiovasculares (infarto e
angina)
5) Doenças do sistema vascular
periférico e cicatrização em geral.
Em função dos resultados obtidos a terapia
com Laser He-Ne intravenoso firmou-se na década de 90 como uma opção
terapêutica eficaz e segura, com boa margem de segurança, não apresentando
contra indicações e efeitos colaterais significativos.
O tratamento com Laser He-Ne intravenoso visa
tratar o paciente pelo restabelecimento funcional do seu sistema enzimático
antioxidante, equilibrando o indivíduo como um todo, para proporcionar uma
otimização funcional de cada sistema.
Dessa maneira vem a contribuir do ponto de
vista médico como tratamento principal ou adjuvante às terapias clássicas.
Com relação aos pacientes, a aceitação do
método aumenta a cada dia, pois além da regressão dos sinais e sintomas
específicos, relatam uma melhora substancial na qualidade de vida.
Asma
O pulmão é alvo da ação dos RL por razões
óbvias:
1)
É o local onde ocorre o intercâmbio gasoso com a formação de oxi-hemoglobina.
2)
Junto com o ar que respiramos, inalamos poluentes que lesam a membrana celular.
Sendo a asma
uma patologia que acomete grande parte da população infantil e adulta, e
de difícil controle terapêutica, a terapia "ILIB" He-Ne apresenta-se como
um grande avanço no controle das manifestações desta patologia.
O paciente que apresenta um quadro asmático
desenvolve dispnéia (falta de ar) em virtude da seguinte fisiopatologia:
-
Edema
-
Diminuição da elasticidade
-
Brônquio constricção
Edema- Dá-se pela presença
de derivados da cascata do Ácido Aracdônico, sobretudo de Prostaglandinas e
Leucotrienos.
Diminuição
da elasticidade
- Ocorre pela ação do radical livre superóxido, inibindo a enzima ALFA 1
Antitripsina, deixando assim livre a elastase ( enzima que degrada a elastina,
principal proteína, responsável pela elasticidade pulmonar).
Brônquio
constricção
- É causada pela liberação de Histamina ( presente nos mastócitos) e pelo
Tromboxano que é um derivado da cascata do Ácido Aracdônico.
Asma e Mecanismo de
Ação do ILIB
Neste caso, atuação do Laser Intravascular
He-Ne de Baixa potência ocorre através de reações bioquímicas fornecendo
energia à enzima SOD, que antagoniza os efeitos do radical livre superóxido e
bloqueia a formação de prostaglandinas, sobretudo do tipo PG2 e PH2. Através deste mecanismo teremos regressão do
edema, restabelecimento gradativo da elasticidade pulmonar, estabilidade do
mastócito ( inibição da liberação de Histamina e normalização dos níveis de
IGE) e reversão da brônquio constricção. Tudo isto se reverte clinicamente na
estabilização do quadro clínico ( pelo aumento do intervalo das crises, se
ainda houver). Uma série de aplicações estabiliza a
sintomatologia do quadro por um intervalo de até 9 meses com melhora importante
da qualidade de vida ( maior liberdade e inclusive suspensão da medicação
convencional).
Cardiovascular
A cada ano cresce o número de pessoas com
doenças vasculares e cardíacas. Apesar de todo desenvolvimento farmacológico
alopático, as patologias isquêmicas carecem de um tratamento que não seja
apenas paliativo, tratando apenas dos efeitos. É indiscutível a presença dos radicais livres
como fatores geradores de patologias degenerativas. Com a pesquisa e a evolução no campo da
medicina ortomolecular ficou claro a importância do sistema enzimático de
defesa para a manutenção da homeostase dos seres vivos. O sistema enzimático representa o principal
modo de combate aos radicais livres, pois atuam impedindo a sua formação ou
neutralizando-os. Dentre as enzimas que compõem o sistema
enzimático de defesa do organismo, a SOD desempenha o papel principal, pois
inibe o Íon superóxido, que é o primeiro radical livre formado a partir do
oxigênio molecular. A superóxido Dismutase (SOD) é a quinta
enzima mais abundante no organismo. A isquêmia do miocárdio pode resultar de uma
gama de processos anatomofisiológicos ou terapêuticos .Qualquer que seja a origem da isquemia as
conseqüências são sempre as mesmas:
1 - Falta de oxigênio no miocárdio, levando a
necrose se o processo não for interrompido.
2 - Falta de substrato adequado para o
metabolismo.
Através de experiências ficou demonstrada a
importância da SOD no processo da isquemia e reperfusão.
Trabalhos submetendo coração de coelhos a uma
isquemia, a 27 graus centígrados, durante 2 horas encontrou que, os animais
tratados com a SOD tiveram uma recuperação da função do ventrículo esquerdo
muito mais acentuada do que os animais não tratados. Tratamentos prévios com SOD em corações
isquemiados determinam uma redução do desnivelamento do segmento ST.
Outro fator importante no processo isquêmico
é o aumento da viscosidade sangüínea que ocorre pelo aumento da agregação e
adesividade plaquetária, induzidos por um metabólito do ácido aracdônico: o
tromboxano.
Mecanismos
de Ação do ILIB na patologia Cardiovascular
Baseado em inúmeros trabalhos científicos
sobre a importância da enzima Superóxido Dismutase (SOD), as pesquisas
realizadas com o ILIB comprovam a eficiência do método no tratamento das
patologias isquêmicas, através dos seguintes efeitos biológicos.
1 - Aumento da capacidade fibrinolítica e
diminuição da adesividade plaquetária, levando a uma diminuição da viscosidade
sangüínea.
2 - Neovascularização, proporcionando maior
perfusão tecidual.
3 - Aumento da capacidade hemorreológica das
hemácias facilitando a passagem das mesmas nos capilares sangüíneos com
diâmetro estreitado proporcionando oxigenação dos tecidos hipóxicos.
Pacientes portadores de sintomas anginosos
fazem uso de nitratos para eliminar o fenômeno doloroso, expondo o miocárdio a
uma substância citotóxica, o ácido peroxinitrito; portanto a cada crise
anginosa sofrem duas agressões citotóxicas ( isquemia e ação citotóxica do
nitrato). Martins de Oliveira (1995) afirmou que o
ideal seria administrar a SOD por via sublingual logo antes da administração do
nitrato, para evitar a formação do radical superóxido. Dessa maneira não se formaria o radical
hidroxila nem a reperfusão implicaria num possível risco adicional.
Diabetes Mellitus
É uma patologia Metabólica, na qual temos uma
deficiência relativa ou absoluta de insulina, geneticamente determinada,
levando a uma alteração do metabolismo da glicose, lipídeos e proteínas,
podendo existir também uma resistência tecidual aos efeitos metabólicos da
insulina. O Diabetes progride através de estágios (
pré-diabete, diabete latente, diabete químico e diabete franco), podendo também
ser secundário às patologias ou lesões diretas sobre o pâncreas.
Em função do tipo de alteração das células beta, classifica-se o diabetes
em:
- Tipo I ou insulino dependente
(infanto-juvenil), a qual presume-se ser de etiologia viral, desenvolvendo uma
resposta auto-imune, que leva a uma destruição lenta e progressiva das células
beta.
- Tipo II ou não insulino dependente,
apresenta um componente genético importante, tem início geralmente aos 40 anos
com evolução lenta e progressiva das células beta.
- Gestacional ocorre durante a gravidez e, em
geral, após o parto os pacientes voltam a níveis glicêmicos normais.
Na patogênese do Diabetes, temos uma
deficiência de função, ou destruição das células beta do pâncreas, dependendo
do agente lesivo tóxico ( níveis de glicose acima de 120 ou ativação dos
linfócitos T contra células beta). A partir de trabalhos experimentais com a
droga Aloxano, conseguiu-se desenvolver Diabetes por alteração da estrutura dos
Ácidos Nucleicos das células beta das ilhotas de Langerhans, levando à uma
redução de secreção de insulina, modificando o metabolismo e a tolerância à
glicose. Quando introduzida no organismo a droga
Aloxano ativa o O2 gerando radicais superóxido, que na presença do Peróxido de
Hidrogênio ( H2 O2) mais o ferro (Fe) forma o radical Hidroxila que causa
ruptura no componente desoxirribose do DNA. Assim teremos uma diminuição do NAD
(Nicotinamida Adenina Dinucleotideo) com inibição da síntese da pró-insulina e
conseqüentemente da insulina para bloquear ou diminui essa reação, adiciona-se
SOD e quelantes de ferro. Uma característica nos pacientes Diabéticos tipo II,
é que as suas ilhotas de Langerhans são muito pobres em SOD, apresentando uma
diminuição de até 97% e relação a um indivíduo normal. Estudos
"in vitro" mostram que a adição da enzima SOD e catalase,
protegem as células beta de cobaias, contra os efeitos tóxicos do Aloxano. O Diabetes é uma doença progressiva e está
associada a efeitos deletérios secundários como:
-Desmielinização neural, ocorre pela resposta
inflamatória à hiperglicemia.
-Alterações
vasculares, ( ocorrem principalmente nas artérias de pequeno e médio calibre,
determinando uma minuição no fluxo O2 e nutrientes aos tecidos). Essas
alterações manifestam-se clinicamente com as seguintes sintomatologias: Dor e
sensação de peso nas pernas. Com o agravamento teremos dificuldade de
deambulação, alteração de temperatura nos membros inferiores (extremidades
frias), alterações tróficas e ulcerações, que podem evoluir para necrose e
amputação.
-Alterações oculares
como retinopatia diabética, catarata e cegueira.
-O indivíduo
diabético apresenta um alto grau de mortalidade e morbidade, sendo 20 vezes
maior o seu risco de sofrer uma amputação como resultado de uma gangrena; 25 vezes
maior o risco de cegueira e ainda um aumento no risco de doença coronoriana e
doença isquêmica cerebral ( de 2
a 6 vezes).
Quase metade dos diabéticos diagnosticados
antes dos 31 anos morrem antes de atingir os 50 anos, em função das
complicações decorrentes da patologia. As reservas antioxidantes nos pacientes
diabéticos ficam diminuídas. Há uma diminuição de atividade do sistema
enzimático de defesa do organismo ( varredor de radical livre), manifestando-se
sobre tudo por uma diminuição comprovada da SOD, o que indica uma produção
aumentada de radicais livres.
Diabetes e Mecanismos
de ação do ILIB
O laser He-Ne (ILIB) intravenoso atua de
maneira antioxidante, promovendo um aumento do nível da SOD. No pâncreas, a enzima SOD atua protegendo as
células beta, evitando uma ruptura pela ação dos radicais livres sobre a
desoxirribose do DNA. Quando esse processo acontece, o organismo
defende-se provocando uma depleção da NAD (Nicotinamida Adenina Dinucleotideo)
para evitar destruição do açúcar e a inibição da síntese de pró-insulina. Através do aumento de produção da SOD pelo
laser He-Ne (ILIB) poderemos produzir uma restauração parcial da síntese de
insulina, e minimizar a intensidade da agressão dos radicais livres sobre as
células do pâncreas. Outra ação terapêutica importante do ILIB
dá-se no tratamento das alterações vasculares, responsáveis pela maioria das
complicações que ocorrem no diabetes. Ao evitar a formação do radical superóxido
estaremos evitando a peroxidação lipídica, sobretudo evitando a oxidação do LDL
(lipoproteína de baixa densidade), a mais suscetível no Diabetes.
Trabalhos de Armstrong e Al-Awadi
correlacionam a peroxidação lipídica com o grau de severidade da retinopatia
diabética. Além disso, a irradiação pelo He-Ne promove
diminuição da agregação plaquetária, vasodilatação e aumento da capacidade
hemorreológica da hemácia.
Inflamação
A inflamação é um mecanismo de resposta do
organismo à lesão tecidual, seja qual for a origem da agressão (mecânica,
química ou infecciosa). Aguda ou crônica ela é dependente de respostas humorais
e celulares, que, se não tratada, evolui para uma fase degenerativa da doença
inflamatória. O processo inflamatório está presente em uma
ampla gama de patologias, que molestam no dia a dia um grande número de
pacientes, sejam elas agudas ( traumatismos, cirurgias, infecções, espasmo
coronariano) ou crônicas ( doenças reumáticas inflamatórias como artrite
reumatóide e doenças do colágeno ou degenerativas, como as artroses). É importante a participação dos radicais
livres no processo inflamatório, e pode ser comprovada através dos fenômenos de
explosão respiratória e isquemia - reperfusão. Na explosão respiratória ocorre
uma estimulação dos neutrófilos e macófragos pela presença de atividades fagocitárias
ocorre um alto consumo de oxigênio e a formação de grande quantidade de
radicais superóxido (O2_), que dará origem aos radicais peróxido de hidrogênio,
hidroxila e também ao ácido hipocloroso (espécies reativas de oxigênio capazes
de lesar as membranas celulares). A explosão respiratória mede a atividade
fagocítica através do privado da sua irrigação levando a hipóxia, e depois de
algum tempo o mesmo é reperfundido. Esse processo ocorre, por exemplo, nas
crises de angina pectoris, infarto do miocárdio, angioplastias, lesões
articulares. Nas patologias cardiovasculares, ao haver
transformação da hipoxantina em xantina, forma-se o radical superóxido e
inicia-se a cascata de espécies tóxicas. No caso de administração de nitritos
para promover a dilatação coronariana, além da reperfusão, teremos uma agressão
por um metabólito do nitrito, o ácido peróxinitrito, que é altamente lesivo às
células miocárdicas. Esse processo pode ser evitado pela
administração prévia da enzima Superóxido Dismutase. O controle da produção de radicais livres
pode ser obtido pela administração de antioxidantes, sobretudo da SOD. Dessa
maneira, diminuímos a chegada dos polimorfonucleares, proporcionando ao tecido
lesado condições para uma auto-regeneração. Experiências em modelos animais comprovam a
eficácia antiflamatória por injeção direta da SOD nos locais de inflamação. Entre as drogas comumente usadas no
tratamento dos processos inflamatórios, temos os inibidores da ciclo-oxigenase
que atuam bloqueando a produção de prostaglandina. A primeira droga sintetizada com essa
finalidade foi o ácido acetilsalicílico.
Inflamação e
Mecanismo de Ação do ILIB
A explicação do Mecanismo de Ação torna-se
bastante simples e evidente uma vez que a patogênese é extremamente clara (
isquemia-reperfusão e explosão respiratória). O Laser He-Ne intravenoso estimula a produção
da enzima antioxidante Superóxido Dismutase, em função dessa propriedade, atua
nos processos inflamatórios, neutralizando os radicais superóxido e evitando os
danos causados pelos fenômenos de isquemia-reperfusão e explosão respiratória.
Úlcera Venosa Estase
A úlcera de membro inferior devido à estase
venosa crônica, há muito é conhecida, Hipocrátes
já atribuía a causa das úlceras a
doenças venosas. Hoje o mecanismo fisiopatológico considerado
como responsável pela manutenção do quadro é a pressão venosa elevada no membro
se durante a deambulação ultrapassar 30mmHg, isso ocorre por alteração do
sistema venoso superficial, profundo ou perfurante; ou comprometimento do
sistema ósteo-muscular. A insuficiência no sistema venoso profundo, sendo uma
causa freqüente da úlcera de estase. É observada uma relação direta entre o
aumento da pressão venosa e a presença de úlceras ( quanto maior a pressão
venosa maior a incidência de úlceras de estase venosa). A úlcera de estase venosa é de caráter
crônico e recidivante, sendo sua incidência maior em pacientes do sexo
feminino. O tratamento clínico clássico baseia-se na
compressão elástica e repouso, os resultados conseguidos são efêmeros,
ocorrendo uma alta taxa de recidiva. Já o tratamento cirúrgico, mais agressivo,
com safenectomia e ligadura de veias perfurantes insuficientes, é efetivo e
praticamente sem recidiva. Estudos com finalidade de identificar os
mecanismos pelos quais a hipertensão venosa induz ao aparecimento da úlcera de
estase. Quatro hipóteses aventadas ( redução da
diferença arterio-venosa com diminuição do fluxo sangüíneo no membro, aumento
da quantidade de micro-fístulas arterio-venosa levando ao aumento da pressão
venosa, determinando assim o aparecimento das lesões tróficas, defeitos de
perfusão pela presença de capilares sem fluxo na área da úlcera levando
isquemia) colaboraram para esclarecer o mecanismo fisiopatológico e
conseqüentemente para a instituição de uma terapêutica curativa, ainda
relacionado a esses fatores encontrou-se, que na área da lesão, o paciente em
posição ortostática, o número de leucócitos no membro com estase era 25% menor,
induzindo-se a pensar que os leucócitos seqüestrados seriam os responsáveis
pela oclusão dos capilares e conseqüente hipofluxo regional, levando à isquemia
e lesão trófica. Edwards et al, relataram estudo sobre a
dosagem de Tromboxane B2 (T x B2) e
produção de Superóxidos por
neutrófilos em pacientes com úlcera de estase venosa, mostrando a diferença de
concentração de tromboxone B2 e produção de radicais superóxido em relação à
postura. Medindo os níveis em DDH
(decúbito dorsal horizontal) MP
(membros pendentes), encontrou-se que os níveis em MP são significativamente maiores:
Tromboxane B2 - DDH = 26,7 MP = 61,4; Superóxidos DDH = 1,52 MP = 2,57. O Tromboxane B2 é um metabólito estável do
tromboxane A2 que é um metabólito da prostaglandina H2 (sintetizada a
partir do ácido aracdônico pela ação da ciclooxigenase). O tromboxane A2 é
liberado em grande quantidade pelas plaquetas quando se agregam, também é
produzido por leucócitos e células endoteliais, tem ação vaso constrictora e
estimula a adesividade plaquetária. Trabalhos de vários autores (Gallavan - Chou - Winn at al - Vaughn et al
- Heggers - Robson- Haynes et al)
constataram a correlação entre a produção de tromboxane A2 e a diminuição de
fluxo sangüíneo regional. Já Dernnel
et al, constatou uma alta correlação entre o nível de Tromboxone B2 e o grau histológico de lesão da pele. Após falarmos sobre essa nova visão da
Fisiopatologia da úlcera de estase onde a participação do Tromboxone B2 e o radical Superóxido
são significativas, vamos falar sobre o laser de He-Ne nos processos
cicatriciais sobretudo o intravenoso.
Laser He-Ne e
Cicatrização
O uso do laser de He-Ne com finalidade
terapêutica data de 1963, com os trabalhos clínicos de Mester (Budapeste) que utilizou essa radiação pelo seu efeito
bioestimulante para promover a cicatrização de feridas, sobretudo nas úlceras
cutâneas crônicas, resistentes aos tratamentos médicos clássicos. Analisando esse efeito bioestimulante sobre
os tecidos observou-se:
-Aumento dos polimorfonucleares com
maior atividade sobre as bactérias e maior fagocitose dos detritos celulares;
-Aumento do número e
da atividade dos lisossomos, com ativação da hidrólise que produz a digestão
intracelular e catálise;
-Aumento da
celularidade nos tecidos irradiados levando a aceleração no tempo de mitose.
Ação que se observa principalmente na reparação cicatricial (maior
vascularização e formação abundante de tecido de granulação). Rodrigo e col.
Publicaram um caso de osteomielite que não respondeu a diversos tratamentos e a
terapia com He-Ne favoreceu a reepitelização e a incorporação de um enxerto
esponjoso. Nessa ocasião um fato interessante chamou a atenção, durante a
cicatrização da ferida fechava-se também uma fístula na perna contralateral, a
esse ocorrido deu-se o nome de "Fenômeno à distância "ou "Efeito
remoto do laser ". A ação do laser He-Ne
no organismo permanece por 41 dias após a aplicação. A alteração da
estrutura mitocrondial com aumento da produção da ATP. Aumento na captação
de Prolina e Glicina pelos fibroblastos, o que gera um ganho na produção de
colágeno e de tecido conjuntivo. Abergel e col. Realizaram experiências
irradiando fibroblastos em cultivos experimentais visando a produção de
colágeno e segundo conclusões dos autores, o laser é indicado para o tratamento
de quadros clínicos onde o equilíbrio do colágeno está comprometido ( ex.
quelóides). Além disso, segundo
Cisneros há uma melhora estética da cicatriz que adquire uma coloração
semelhante à da pele normal pela diminuição do aspecto cicatricial. Maior captação de uridina, síntese ativa de
RNA, e conseqüente estimulação na produção de DNA. Estímulo enzimático ( fostatases ácidas,
succinildesidrogenase, estearases, lactodesidrogenase) nas células epiteliais
sendo mais notado na bordas da lesão e no epitélio basal.
Eficácia no
tratamento da lesão venosa e arterial, isso é importante, visto que a úlcera
crônica tem múltipla etiologia. Sobre o laser He-Ne por via intravenosa a sua
grande utilidade se faz pela sua ação antioxidante, que ocorre pelo aumento da
enzima Superóxido Dismutase (
Cu-Zn). Essa enzima antagoniza o efeito lesivo do radical superóxido que é o
primeiro radical livre formado a partir do O2, dessa maneira diminui-se a
formação do radical hidroxila (OH-) o qual tem efeito vasoconstrictor e
participa efetivamente do processo de Hipóxia
e Reperfusão
que é extremamente danoso aos tecidos; já ao nível da cascata do ácido
aracdônico bloqueia a formação de prostaglandinas, sobretudo do tipo PG2 e PH2 (da qual vem a formação do tromboxane A2 e B2, respectivamente
responsáveis pela diminuição de fluxo regional e pela lesão da pele).
A resposta terapêutica da úlcera de estase
venosa ao tratamento realizado com o laser He-Ne intravenoso, é um fato
concreto, nos deixando confiantes com os resultados obtidos, e representando
uma grande arma na terapia dessa patologia de tão difícil solução até o
presente momento. A agressão causada pelo Radical Livre (RL) já
é uma realidade científica e a ação antioxidante do laser He-Ne intravenoso
representa uma arma importante no arsenal de combate aos efeitos lesivos.
Atendimentos: mmnaturopatia@gmail.com


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